A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador tem gerado polêmica entre motoristas de aplicativo e taxistas. O novo sistema, que limita a permanência gratuita a 10 minutos, já provoca resistência e pode impactar a oferta de serviços no terminal. Muitos motoristas planejam evitar a região para não ‘pagar para trabalhar’.
Desafios enfrentados no Aeroporto de Salvador
O sistema Kiss & Fly, implementado no Aeroporto de Salvador, visa organizar o fluxo de veículos nas áreas de embarque e desembarque. No entanto, motoristas criticam o tempo limitado de 10 minutos, considerado insuficiente para realizar o embarque ou desembarque de passageiros. Além disso, o custo adicional para permanência além desse período é visto como abusivo.
Insatisfação com o tempo limitado
Motoristas relatam que o tempo de 10 minutos não é suficiente, especialmente em horários de pico, quando congestionamentos podem ocorrer. A proposta do Aeroporto de Salvador de cobrar uma tarifa adicional após esse período gera insatisfação, pois muitos profissionais acreditam que a medida prioriza a arrecadação em vez de melhorar a organização.
Impacto no serviço de transporte
A expectativa é de que o número de motoristas que operam na região do Aeroporto de Salvador diminua drasticamente. A dificuldade em cumprir o tempo estipulado e o alto custo do estacionamento tornam inviável a operação para muitos profissionais. Isso pode afetar diretamente os passageiros, que terão menos opções de transporte disponíveis.
Possíveis ajustes no sistema
O CEO da concessionária responsável pelo Aeroporto de Salvador, Julio Ribas, defende que o sistema Kiss & Fly busca melhorar a fluidez no terminal. Ele sugere que ajustes podem ser feitos, como ampliar o tempo de permanência para 15 minutos, conforme o comportamento observado na prática. No entanto, a falta de clareza sobre os valores de cobrança ainda gera incerteza entre os motoristas.
A implementação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador tem gerado debates sobre sua eficácia e impacto financeiro. Enquanto a concessionária defende a medida como necessária para organizar o fluxo de veículos, motoristas temem que o modelo encareça o acesso ao aeroporto e afaste trabalhadores.

