O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, declarou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não exigiu que 100% da frota de ônibus estivesse disponível durante o segundo turno das eleições. Essa afirmação veio após a falta de veículos no transporte público da capital baiana no domingo, 25 de outubro. Segundo Souza, a prefeitura adotou a mesma estratégia do primeiro turno, mantendo uma operação semelhante à dos dias de votação nos últimos dez anos.
Ônibus retidos nas garagens
Outro fator que contribuiu para a redução da frota de ônibus foi a presença de adesivos de propaganda eleitoral nos veículos, que estavam nas garagens. Pelo menos 75 ônibus tiveram a saída afetada pela necessidade de retirada desses adesivos, que mostravam o número 13, associado à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A retirada foi realizada pelas empresas de ônibus, e a Secretaria de Mobilidade determinou que os veículos não fossem impedidos de sair das garagens.
Redução da frota de ônibus
Levantamentos realizados no domingo apontaram uma redução significativa na frota de ônibus. A Polícia Federal identificou uma redução de 42,1% em comparação com um dia comum, com 53 ônibus a menos nas ruas. Já o Procon encontrou 944 ônibus parados nas garagens das empresas OT Trans e Integra Plataforma. Durante o dia, moradores recorreram a caronas solidárias para chegar aos locais de votação.
Consequências para o secretário
Devido à falta de ônibus, o TSE chegou a pedir a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza, que estava em Paris em uma viagem de trabalho. A ordem foi revogada na segunda-feira, 26 de outubro, após o término da votação. A Justiça determinou que a Polícia Federal investigue o caso e que a prefeitura apresente documentos relacionados à operação dentro de 48 horas.