Durante o segundo turno das eleições em Salvador, a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) e a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) encaminharam denúncias à Justiça e à polícia sobre irregularidades no transporte público. A fiscalização do Procon-BA identificou 944 ônibus parados em garagens, enquanto eleitores enfrentavam dificuldades para chegar aos locais de votação.
Ônibus parados e denúncias
A PGE-BA apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Federal, solicitando a investigação de possíveis infrações penais relacionadas aos direitos políticos. A representação inclui o prefeito de Salvador, Bruno Reis, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e os sócios das empresas concessionárias, para apuração de responsabilidades. Os 944 ônibus parados contrastam com a informação da Prefeitura de que 100% da frota estaria em circulação.
Fiscalização do Procon-BA
O Procon-BA, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, também enviou um relatório técnico à Polícia Federal, ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral. O relatório aponta a ausência de equipes operacionais nas empresas e a falta de adesivação nos veículos, justificativa dada para a retenção da frota. A Resolução nº 23.759/2026 do TSE estabelece a gratuidade do transporte coletivo nos dias de votação, e a redução injustificada do serviço pode configurar crime eleitoral.
A situação dos ônibus parados em Salvador durante as eleições gerou uma série de ações legais e investigações para garantir o direito ao voto dos cidadãos.