Salvador está promovendo uma transformação significativa no transporte público da capital baiana. Através do programa Mulheres no Volante, a Prefeitura, em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade (SEMOB), está ampliando a formação e inserção de mulheres, incluindo aquelas em situação de vulnerabilidade social e sobreviventes de violência doméstica, na operação de ônibus urbanos. Essa iniciativa une mobilidade, inclusão social e geração de renda.
Mulheres no Volante: um marco no transporte público de Salvador
O programa Mulheres no Volante, criado para atrair, capacitar e ampliar a permanência de mulheres no transporte coletivo, oferece apoio para a mudança da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria B para a D, além de formação específica para condução de ônibus em parceria com o SEST SENAT. Entre 2024 e 2025, o número de mulheres matriculadas no programa dobrou, fortalecendo a política pública voltada à equidade de gênero no transporte coletivo da capital.
Impacto e metas para o futuro
O avanço do programa já contribuiu para um aumento de 130% no quadro de mulheres motoristas no sistema, além de crescimento da participação feminina nas áreas de manutenção e em funções de liderança. Com metas estruturadas até 2028, o programa prevê ampliar a presença feminina tanto em funções operacionais quanto em cargos de liderança dentro do sistema de transporte. Entre os objetivos, está alcançar 30% de participação feminina em áreas operacionais e de gestão e estimular a contratação de 40% das mulheres formadas pela iniciativa.
Conexão com o Programa Mutirão Brasil
O programa Mulheres no Volante conta com apoio do Programa Mutirão Brasil, uma iniciativa estratégica da C40 Cities e do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), que apoia Salvador no avanço de uma agenda de mobilidade mais sustentável, justa e inclusiva. Além da transversalidade de inclusão social e geração de oportunidades para mulheres, o programa também apoia projetos estruturantes da cidade, como a eletrificação da frota de ônibus e infraestrutura de recarga, além da expansão da rede de mobilidade ativa e do plano de caminhabilidade.
Conclusão
Ao levar a experiência de Salvador para o debate nacional em Brasília, a capital baiana reforça o papel das cidades na construção de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, à igualdade de oportunidades e à chamada transição justa. A transformação climática das cidades também gera inclusão, autonomia financeira e acesso real ao emprego para mulheres, consolidando Salvador como uma referência no transporte público inclusivo.