O Brasil enfrenta a necessidade urgente de aumentar os investimentos em mobilidade urbana, especialmente com a integração da recarga de ônibus elétricos. Um estudo do BNDES identificou 187 projetos de transporte coletivo que podem demandar R$ 430 bilhões até 2054. Atualmente, o setor recebe em média R$ 6 bilhões por ano, mas a necessidade estimada é de R$ 50 bilhões anuais.
Mobilidade urbana e eletrificação das frotas
A expansão dos investimentos em transporte coletivo ocorre simultaneamente ao avanço da eletrificação das frotas. A aquisição de veículos elétricos é apenas parte do processo, que também envolve planejamento da infraestrutura energética. A autonomia dos veículos, o peso e volume das baterias, e a capacidade da rede elétrica são fatores críticos que influenciam o planejamento dos sistemas de mobilidade urbana.
Financiamento para mobilidade urbana
O BNDES já aprovou R$ 10 bilhões no programa BNDES Mais Mobilidade, com uma dotação de até R$ 21 bilhões para renovação de veículos pesados e modernização do transporte. Desde 2023, foram aprovados R$ 4,5 bilhões em crédito para projetos envolvendo ônibus elétricos, com potencial de reduzir 122 mil toneladas de CO₂ por ano.
Integração da recarga na mobilidade urbana
Com a expansão das frotas elétricas, a recarga dos ônibus passa a integrar o planejamento operacional. As opções incluem recarga em garagens, terminais e ao longo das rotas. A infraestrutura deve ser dimensionada conforme as características de cada sistema, especialmente em operações de alta demanda.
Desafios e soluções para a mobilidade urbana
A integração entre transporte e energia é essencial para o sucesso dos projetos de mobilidade urbana. A eletrificação dos transportes exige um planejamento que considere corredores, terminais, frota, energia e operação. A tendência é utilizar diferentes modalidades de recarga de forma combinada, incluindo tecnologias sem fio.
